Produções

Artigos em Periódicos

Inteligência Artificial: educação, conhecimento e ideologia

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Cristiane Costa Dias

Este artigo reflete sobre  a  Inteligência  Artificial  (IA)  como  uma  tecnologia  de  linguagem,  com  suas  especificidades  e seus  efeitos  sobre  aquilo  que  entendemos  em  análise  de  discurso  como  interpretação,  processo  no qual a escrita  e a leitura estão implicados de modo incontornável. Para atingir  o objetivo  proposto  e compreender os efeitos da IA nas formas de interpretação, esse artigo vai analisar dizeres sobre e da IA, relativamente ao processo de formação profissional, pela educação superior, levando em conta as filiações discursivas e ideológicas das posições-sujeito nesses dizeres.

AI policy debates in Brazil: struggles over regulation, governance and labour

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Rafael Grohmann, Edemilson Paraná, Jonas Valente e Roseli Figaro

Este artigo explora o panorama das políticas de inteligência artificial no Brasil sob a ótica da regulação, do desenvolvimento e da governança, evidenciando as disputas de poder entre grandes empresas de tecnologia, indústria nacional, sindicatos e sociedade civil. Argumenta que, embora o Plano Nacional de Inteligência Artificial (2024–2028) busque fomentar a inovação e a soberania digital, as questões trabalhistas e os direitos dos trabalhadores permanecem marginalizados, configurando a governança da IA como um campo político sobre quem se beneficia da IA e sob quais termos, e aponta a necessidade de modelos participativos que priorizem a justiça social e a proteção trabalhista no contexto latino-americano.

Sovereignty-as-a-service: How big tech companies co-opt and redefine digital sovereignty

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Rafael Grohmann e Alexandre Costa Barbosa

Este artigo introduz o conceito de soberania como serviço para descrever como Microsoft, Amazon e Google/Alphabet estão redefinindo estrategicamente a soberania digital por meio da infraestrutura em nuvem. A partir da análise crítica do discurso de materiais oficiais (2022–2023), o texto mostra como estas grandes empresas de tecnologia respondem às pressões regulatórias, especialmente na Europa, com soluções modulares e de marca própria que enquadram a soberania como questão técnica, jurídica e infraestrutural. Assim, em vez de ser exercida sobre as plataformas, a soberania passa a ser fornecida por elas, configurando uma captura discursiva que esvazia o conceito e o alinha à Ideologia Californiana, tornando a soberania digital um serviço a ser comprado, configurado e otimizado em plataformas proprietárias.

Latin American critical data studies

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Rafael Grohmann

Esta edição especial parte do fortalecimento dos estudos críticos de dados do Sul Global para problematizar as disputas de poder, a produção de conhecimento e a política dos dados, evitando a essencialização do “Sul Global” ao centrar a América Latina como espaço de elaboração teórica, metodológica e empírica. Em diálogo com capitalismo, colonialidade e teoria da dependência, os artigos exploram a heterogeneidade e as tradições intelectuais da região, afirmando suas contribuições epistemológicas para os debates sobre datificação, poder e inteligência artificial.

Labor-atories of Digital Economies: Latin America as a Site of Struggles and Experimentation

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Rafael Grohmann

Este artigo argumenta que os desenvolvimentos e as lutas do trabalho digital constituem laboratórios das economias digitais na América Latina, nos quais o capital experimenta e atualiza formas de controle e exploração ao longo da informalidade e da dependência, enquanto os trabalhadores testam formas de organização e coletividade ancoradas nas histórias latino-americanas de economias solidárias e tecnologias comunitárias. A partir da centralidade das relações capital-trabalho, desenvolve quatro reflexões: a América Latina como mais que campo de pesquisa; a atualização da informalidade no contexto da inteligência artificial; as implicações globais do trabalho com dados, das cadeias de valor da IA e do setor cultural; e as economias solidárias digitais como resposta baseada em soberania e autonomia digitais.

Atenção, dados e poder: uma análise crítica da infodemia e da desinformação

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Luis Gonçalves, Leandro Modolo e Leonardo Castro

A partir da leitura crítica da Sistematização das Contribuições à Consulta sobre Regulação de Plataforma, neste artigo argumentamos que o debate sobre infodemia e desinformação deve ser ampliado para além de suas implicações imediatas. Partimos da problematização dos conceitos de infodemia e desinformação, e noções associadas, tais como os sistemas de crenças, para reenquadrá-los em um contexto sócio-histórico mais amplo, em diálogo com os conceitos de economia da atenção e capitalismo de plataformas. Argumentamos que a infodemia e a desinformação são aspectos determinantes da economia digital contemporânea, e não simplesmente falhas de mercado. Assim, o texto explora como a infodemia e a desinformação se entrelaçam com o desenvolvimento de inteligência artificial (IA) e a produção massiva de dados digitais, configurando “rotas de suprimento” de dados para o treinamento de IA. Conclui-se que o enfrentamento a esses problemas deve considerar sua inserção em estruturas econômicas mais amplas do capitalismo de plataforma, sugerindo que abordagens limitadas às dimensões regulatórias ou técnicas podem ser insuficientes

Imagens de controle como mecanismo de manutenção do racismo algorítmico

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Carina Cristina do Nascimento, Danielli Santos da Silva, Helerson de Almeida Balderramas, Juarez Tadeu de Paula Xavier e Vânia Cristina Pires Nogueira Valente

O trabalho parte das pré-condições sócio-históricas do Brasil, marcadas pelo processo de escravização e pela constituição do estado patriarcal capitalista segregacionista supremacista racial branco, base do racismo que valoriza a população branca e degrada as condições da população negra por meio de representações sociais perversas e mecanismos de violação de corpos negros. Ao compreender as imagens de controle como centrais no racismo sistêmico e estrutural também no ambiente digital, o estudo analisa sua influência na construção de algoritmos e na reapresentação de mulheres negras, propondo um processo metódico de pesquisa ancorado em auditorias algorítmicas com abordagem interseccional.

Plataformas digitais: o retrato contemporâneo da exploração no trabalho e os desafios à saúde do trabalhador

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Julice Salvagni, Marília Veríssimo Veronese e Roseli Figaro

Este artigo identifica estudos sobre o trabalho na economia de plataforma quanto às consequências da gestão algorítmica, financeirização e dataficação para a saúde dos trabalhadores, por meio de revisão integrativa da literatura em saúde ocupacional publicada em revistas brasileiras (2017–2022), com buscas no Portal de Periódicos da Capes e no SciELO. Dos 324 artigos encontrados, 10 atenderam aos critérios e evidenciam que o trabalho plataformizado dissimula relações de produção assimétricas, simula vínculos entre “parceiros” para se eximir dos direitos do trabalho decente e intensifica controle, exploração, subsunção, insegurança e perda de sentido do trabalho, produzindo agravos à saúde física e mental e indicando a necessidade de novas pesquisas e de políticas de regulação do setor.

Competência em Informação (COINFO) no cotidiano escolar: Diretrizes para o aprimoramento dessa competência entre professores da Rede Estadual de Ensino (SEDUC)

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Carina Cristina do Nascimento, Danielli Santos da Silva, Helerson de Almeida Balderramas, Regina Célia Baptista Belluzzo e Vânia Cristina Pires Nogueira Valente

Esta pesquisa analisa as práticas de Competência em Informação no cotidiano de professores da rede estadual vinculados à SEDUC, diante dos desafios intensificados pela pandemia, pela diversificação das plataformas de informação e pelo advento das IAs generativas, com metodologia quali-quantitativa baseada em questionário sobre suas experiências e necessidades informacionais. Os resultados indicam a necessidade de estratégias específicas de apoio às práticas docentes e fundamentam a proposição de diretrizes para o desenvolvimento da CoInfo, visando fortalecer as competências informacionais e as práticas pedagógicas.

Anais de Eventos

As demissões de mulheres jornalistas de TV no contexto do neoliberalismo.

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Francisco de Assis, Cláudia Nonato

O trabalho sistematiza dados sobre o fenômeno da demissão em larga escala de jornalistas veteranos atuantes em grandes emissoras de TV brasileiras, com foco no corte de gênero. A partir de um mapeamento de informações circulantes em sites jornalísticos, foi identificado um expressivo número de demitidos no período pós-pandemia, fenômeno que atinge principalmente os trabalhadores maduros e os empurra para um cenário de incertezas – em muitos casos, para atuação autônoma –, sintoma do neoliberalismo. Em relação às mulheres, observou-se ainda que o processo demissional é mais cruel, porque relacionado a imputações que não recaem sobre os homens, como pressões estéticas

Processos de vulnerabilização, inteligência artificial e (re)produção de discursos

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Cristiane Costa Dias, Greciely Cristina da Costa

A questão central dessa proposta é refletir, a partir dos pressupostos teóricos da análise de discurso, sobre a produção da vulnerabilidade pelo digital. Tomando as tecnologias digitais como condição de produção dos discursos, como espaço de instauração de sentidos e constituição de sujeitos, no qual se estabelecem relações entre línguas, sociedade e história: como pensar a vulnerabilidade em condições sociais e históricas, nas quais a extração de dados gera capital para grandes corporações e serve para estruturar o nosso mundo global, sustentado em políticas neoliberais?  Este  trabalho se dedica à análise de um corpus constituído de peças de linguagem (Orlandi, 1996), cuja formulação se especifica pelo uso de ferramentas de inteligência artificial (IA), sobre temáticas tais como família, mulher, além de figuras públicas da política e da literatura brasileiras. A partir dessa análise, nosso gesto de interpretação se sustenta sobre as marcas discursivas que dão forma a processos e práticas de vulnerabilização estruturantes das relações sociais e que são naturalizados e reproduzidos por essas ferramentas.

Implicações do controle do jornalismo pelas empresas de plataformas sociodigitais

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro, Tania Caliari, Jaqueline Braz e Milene Eichelberger

Este artigo analisa como as grandes empresas de tecnologia, especialmente Google e Meta, controlam a cadeia de produção jornalística, num ambiente de plataformização e datificação do trabalho. Argumenta-se que essas corporações têm como base a comunicação, apropriam-se do conteúdo jornalístico, dos dados do processo produtivo e da subjetividade dos trabalhadores, ou seja, das materialidades sensíveis transformadas em dados . Esse cenário impõe novas implicações ao trabalho jornalístico, afetando a identidade profissional, valores deontológicos e a autonomia dos veículos. A pesquisa, de base bibliográfica e empírica, reflete sobre as consequências e implicações dessa conjuntura.

Datificação do trabalho de comunicação

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro, Luís Gonçalves

Nesta pesquisa em andamento, analisamos como a datificação e a heteromação impactam o trabalho dos comunicadores que utilizam softwares e plataformas digitais de empresas como Meta, Alphabet e Microsoft. A datificação refere-se à apropriação capitalista das informações geradas pelos usuários, enquanto a heteromação descreve a exploração oculta do trabalho humano complementar às tecnologias digitais. Para nossa investigação, propomos o conceito de “materialidades sensíveis”, que são os gestos, expressões e ações corporais e cognitivas dos trabalhadores, agora apropriados digitalmente como ativos intangíveis pelas plataformas. A pesquisa identifica três níveis dessa datificação: produtos comunicacionais, atividades específicas de produção e circulação, e interações sensoriais e cognitivas. Metodologicamente interdisciplinar, o estudo inclui entrevistas, análise de softwares e mapeamento sociotécnico das cadeias produtivas das empresas estudadas. O objetivo é contribuir para uma compreensão crítica do capitalismo de plataformas e apoiar os comunicadores na resistência política e regulatória frente à exploração intensificada pela datificação.

Mudanças na organização e sustentação dos arranjos jornalísticos alternativos e independentes

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro e Camila Acosta Camargo

O artigo analisa as transformações nos arranjos jornalísticos alternativos e independentes ao longo dos últimos dez anos, destacando como as dependências das ferramentas das big techs (Google e Meta) e de financiadores como fundações filantrópicas impactam a autonomia e a sustentabilidade desses meios. O estudo questiona o grau real de “alternatividade” e “independência” alcançado, dado o compromisso com essas fontes externas de apoio financeiro e tecnológico.

Condições de trabalho e saúde de jornalistas cearenses: entre a plataformização e a precarização

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Rafael Rodrigues da Costa

O artigo analisa as condições de trabalho e saúde dos jornalistas cearenses, explorando os impactos da plataformização no exercício da profissão. A pesquisa destaca as dificuldades enfrentadas pela categoria, como a precarização das relações de trabalho, os efeitos negativos para a saúde mental e as condições adversas impostas pela dependência de plataformas digitais para a produção jornalística.

Agenda para estudos do conceito de mediação no campo da comunicação: uma provocação a partir das reflexões sobre o trabalho mediado por plataformas

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Naiana Rodrigues da Silva, Rafael Rodrigues da Costa e Mayra Castro Vizentin

Neste artigo, faz-se uma revisão crítica do conceito de mediação sob uma visada materialista e dialética com o propósito de tensionar as balizas teóricas sobre as quais se assentam a ideia de mediação nos estudos de comunicação brasileiros, advindas sobretudo de uma verve mais culturológica. Com este movimento, propõe-se a construção de uma agenda de pesquisa para os estudos de recepção, circulação e usos sociais das mídias que vise a compreensão das transformações sociotécnicas que incidem sobre a produção e consumo midiáticos, dentre as quais destaca-se o trabalho dos comunicadores mediado pelas plataformas digitais.

Condições de saúde laboral no trabalho digital de jornalistas no Ceará

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Rafael Rodrigues da Costa

Cotejando os resultados de uma pesquisa pós-doutoral e os dados do Perfil do Jornalista Brasileiro 2021, este trabalho tem o objetivo de debater as condições de trabalho digital (Fuchs e Sandoval, 2014) de jornalistas do Ceará, com ênfase na saúde laboral dessa categoria profissional (Bulhões e Renault, 2016; Pontes e Lima, 2019). Os resultados apontam o rebaixamento das condições de saúde dos profissionais cearenses, expressa, por exemplo, pela piora da saúde mental dos jornalistas. Também são apontadas as peculiaridades das condições de saúde e bem-estar das mulheres jornalistas, a exemplo da ocorrência de assédios.

A materialidade dos sentidos: a análise de discurso como eixo de compreensão das relações de comunicação no mundo do trabalho

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Roseli Fígaro, Jamir Kinoshita e Daniela Ferreira de Oliveira.

A partir de revisão bibliográfica que mostra como as palavras, a linguagem e o pensamento são mobilizados para constituir as relações sociais, pretende-se pontuar a relevância da análise do discurso para se compreender as relações de comunicação no mundo do trabalho. Com base na perspectiva da ontologia do ser social e a análise de discurso, são exibidos e interpretados enunciados de trabalhadores de três pesquisas recentes. Com perfis profissionais distintos, os estudos trazem em comum as dificuldades, as dicotomias e os desafios inerentes a cada uma das atividades de trabalho investigadas. No cerne das discussões estão questões como o viés neoliberal que influencia a esfera laboral, os efeitos da plataformização do trabalho, além do duplo caráter do trabalho enquanto elemento que confere reconhecimento ao ser humano e atribui valor de uso à atividade desenvolvida.

Capítulos de Livros

PL das Fake News: uma análise de como WhatsApp e Telegram reagiram à proposta.

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Milene Eichelberger

Este capítulo analisa a repercussão do PL 2630, conhecido como PL das Fake News, que propõe estabelecer normas de transparência para as redes sociais. As autoras discutem seus desdobramentos no cenário político nacional e as formas de atuação das empresas de tecnologia, especialmente Telegram e WhatsApp, ao utilizarem seus canais de comunicação com os usuários para se posicionarem contra o projeto.

Provocações e desafios para pensar a “IA”

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro

Neste capítulo, a autora questiona  a noção de “inteligência artificial” a partir de sua base material, política e discursiva, analisando como a cadeia produtiva dos dados é invisibilizada. Ela discute os impactos desse modelo sobre o trabalho, a comunicação e a soberania informacional brasileira, destacando a necessidade de regulação, valorização dos trabalhadores e construção de um projeto tecnocientífico orientado ao desenvolvimento nacional e aos direitos dos cidadãos.

A cidadania contemporânea na sociedade digital

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Vânia Valente

Este capítulo analisa a cidadania contemporânea na sociedade digital, enfocando como as tecnologias influenciam a participação cívica e a inclusão social. Os autores discutem os desafios e as oportunidades para a construção de uma cidadania ativa e acessível no contexto digital.

O uso humano de seres humanos no capitalismo de plataformas

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Luís Henrique do Nascimento Gonçalves

Neste capítulo, o autor explora como o capitalismo de plataformas utiliza seres humanos como mercadoria, analisando a exploração do trabalho digital nas plataformas online. Ele discute as implicações sociais e econômicas dessa prática, destacando as formas de dominação e controle no contexto da economia digital.

O problema dos três usuários – implicações entre psicologia, IA e economia política

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Luís Henrique do Nascimento Gonçalves

Este capítulo analisa o “problema dos três usuários” e suas implicações nas interações entre psicologia, inteligência artificial (IA) e economia política. O autor discute como diferentes atores (usuários, plataformas e algoritmos) moldam as dinâmicas sociais e econômicas, destacando as consequências psicológicas e políticas do uso da IA.

O problema dos três usuários – implicações entre psicologia, IA e economia política

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Luís Henrique do Nascimento Gonçalves

Neste capítulo, o autor explora como o capitalismo de plataformas utiliza seres humanos como mercadoria, analisando a exploração do trabalho digital nas plataformas online. Ele discute as implicações sociais e econômicas dessa prática, destacando as formas de dominação e controle no contexto da economia digital.

Editorial

Meta, Microsoft e Alphabet e a datificação da atividade de comunicação e trabalho: sumário executivo de pesquisa

Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: João Augusto Moliani; Janaina Visibeli Barros; Luis Henrique Gonçalves

OS EMBATES COM AS DETERMINAÇÕES DAS EMPRESAS DE PLATAFORMAS

Este livreto traz um conjunto de informações, produzidas a partir de pesquisa documental e análise de dados, sobre as organizações Microsoft, Alphabet e Meta, especialmente suas plataformas e subsidiárias. Elas foram selecionadas por serem consideradas as que mais datificam o trabalho de comunicadores. Chegou-se a essa conclusão após levantamento de informações das mais variadas plataformas de comunicação e trabalho e inúmeros debates e discussões entre os pesquisadores.

A comunicação e o mundo do trabalho entrelaçados às transformações tecnológicas capitalistas do nosso tempo

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro, Claudia Nociolini Rebechi

O texto analisa a relação entre comunicação, trabalho e transformações tecnológicas no capitalismo atual. Destaca como a digitalização e a hegemonia das plataformas alteram a organização do trabalho, intensificando a exploração e a coleta de dados. A comunicação é essencial nesse modelo, pois estrutura a gestão algorítmica do trabalho. A precarização das condições dos comunicadores e a dissolução de fronteiras entre áreas profissionais geram desafios para a formação acadêmica. Diante disso, é fundamental fortalecer a soberania informacional, regulando as plataformas e promovendo alternativas que valorizem o conhecimento e os direitos dos trabalhadores.

Le journalisme, une profession de combats

Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Roseli Fígaro

O texto analisa o jornalismo como uma profissão marcada por diversos combates, desde a defesa da liberdade de imprensa e da independência profissional até a luta contra a desinformação e a precarização do trabalho. Além disso, discute as tensões entre o engajamento dos jornalistas em causas sociais e políticas e a busca pela objetividade, destacando os desafios contemporâneos da profissão.

Buscar