Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Francisco de Assis, Cláudia Nonato
O trabalho sistematiza dados sobre o fenômeno da demissão em larga escala de jornalistas veteranos atuantes em grandes emissoras de TV brasileiras, com foco no corte de gênero. A partir de um mapeamento de informações circulantes em sites jornalísticos, foi identificado um expressivo número de demitidos no período pós-pandemia, fenômeno que atinge principalmente os trabalhadores maduros e os empurra para um cenário de incertezas – em muitos casos, para atuação autônoma –, sintoma do neoliberalismo. Em relação às mulheres, observou-se ainda que o processo demissional é mais cruel, porque relacionado a imputações que não recaem sobre os homens, como pressões estéticas
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Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Cristiane Costa Dias, Greciely Cristina da Costa
A questão central dessa proposta é refletir, a partir dos pressupostos teóricos da análise de discurso, sobre a produção da vulnerabilidade pelo digital. Tomando as tecnologias digitais como condição de produção dos discursos, como espaço de instauração de sentidos e constituição de sujeitos, no qual se estabelecem relações entre línguas, sociedade e história: como pensar a vulnerabilidade em condições sociais e históricas, nas quais a extração de dados gera capital para grandes corporações e serve para estruturar o nosso mundo global, sustentado em políticas neoliberais? Este trabalho se dedica à análise de um corpus constituído de peças de linguagem (Orlandi, 1996), cuja formulação se especifica pelo uso de ferramentas de inteligência artificial (IA), sobre temáticas tais como família, mulher, além de figuras públicas da política e da literatura brasileiras. A partir dessa análise, nosso gesto de interpretação se sustenta sobre as marcas discursivas que dão forma a processos e práticas de vulnerabilização estruturantes das relações sociais e que são naturalizados e reproduzidos por essas ferramentas.
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Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro, Tania Caliari, Jaqueline Braz e Milene Eichelberger
Este artigo analisa como as grandes empresas de tecnologia, especialmente Google e Meta, controlam a cadeia de produção jornalística, num ambiente de plataformização e datificação do trabalho. Argumenta-se que essas corporações têm como base a comunicação, apropriam-se do conteúdo jornalístico, dos dados do processo produtivo e da subjetividade dos trabalhadores, ou seja, das materialidades sensíveis transformadas em dados . Esse cenário impõe novas implicações ao trabalho jornalístico, afetando a identidade profissional, valores deontológicos e a autonomia dos veículos. A pesquisa, de base bibliográfica e empírica, reflete sobre as consequências e implicações dessa conjuntura.
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Ano: 2025
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro, Luís Gonçalves
Nesta pesquisa em andamento, analisamos como a datificação e a heteromação impactam o trabalho dos comunicadores que utilizam softwares e plataformas digitais de empresas como Meta, Alphabet e Microsoft. A datificação refere-se à apropriação capitalista das informações geradas pelos usuários, enquanto a heteromação descreve a exploração oculta do trabalho humano complementar às tecnologias digitais. Para nossa investigação, propomos o conceito de “materialidades sensíveis”, que são os gestos, expressões e ações corporais e cognitivas dos trabalhadores, agora apropriados digitalmente como ativos intangíveis pelas plataformas. A pesquisa identifica três níveis dessa datificação: produtos comunicacionais, atividades específicas de produção e circulação, e interações sensoriais e cognitivas. Metodologicamente interdisciplinar, o estudo inclui entrevistas, análise de softwares e mapeamento sociotécnico das cadeias produtivas das empresas estudadas. O objetivo é contribuir para uma compreensão crítica do capitalismo de plataformas e apoiar os comunicadores na resistência política e regulatória frente à exploração intensificada pela datificação.
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Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Roseli Figaro e Camila Acosta Camargo
O artigo analisa as transformações nos arranjos jornalísticos alternativos e independentes ao longo dos últimos dez anos, destacando como as dependências das ferramentas das big techs (Google e Meta) e de financiadores como fundações filantrópicas impactam a autonomia e a sustentabilidade desses meios. O estudo questiona o grau real de “alternatividade” e “independência” alcançado, dado o compromisso com essas fontes externas de apoio financeiro e tecnológico.
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Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Rafael Rodrigues da Costa
O artigo analisa as condições de trabalho e saúde dos jornalistas cearenses, explorando os impactos da plataformização no exercício da profissão. A pesquisa destaca as dificuldades enfrentadas pela categoria, como a precarização das relações de trabalho, os efeitos negativos para a saúde mental e as condições adversas impostas pela dependência de plataformas digitais para a produção jornalística.
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Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Naiana Rodrigues da Silva, Rafael Rodrigues da Costa e Mayra Castro Vizentin
Neste artigo, faz-se uma revisão crítica do conceito de mediação sob uma visada materialista e dialética com o propósito de tensionar as balizas teóricas sobre as quais se assentam a ideia de mediação nos estudos de comunicação brasileiros, advindas sobretudo de uma verve mais culturológica. Com este movimento, propõe-se a construção de uma agenda de pesquisa para os estudos de recepção, circulação e usos sociais das mídias que vise a compreensão das transformações sociotécnicas que incidem sobre a produção e consumo midiáticos, dentre as quais destaca-se o trabalho dos comunicadores mediado pelas plataformas digitais.
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Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Rafael Rodrigues da Costa
Cotejando os resultados de uma pesquisa pós-doutoral e os dados do Perfil do Jornalista Brasileiro 2021, este trabalho tem o objetivo de debater as condições de trabalho digital (Fuchs e Sandoval, 2014) de jornalistas do Ceará, com ênfase na saúde laboral dessa categoria profissional (Bulhões e Renault, 2016; Pontes e Lima, 2019). Os resultados apontam o rebaixamento das condições de saúde dos profissionais cearenses, expressa, por exemplo, pela piora da saúde mental dos jornalistas. Também são apontadas as peculiaridades das condições de saúde e bem-estar das mulheres jornalistas, a exemplo da ocorrência de assédios.
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Ano: 2024
Pesquisadores envolvidos: Roseli Fígaro, Jamir Kinoshita e Daniela Ferreira de Oliveira.
A partir de revisão bibliográfica que mostra como as palavras, a linguagem e o pensamento são mobilizados para constituir as relações sociais, pretende-se pontuar a relevância da análise do discurso para se compreender as relações de comunicação no mundo do trabalho. Com base na perspectiva da ontologia do ser social e a análise de discurso, são exibidos e interpretados enunciados de trabalhadores de três pesquisas recentes. Com perfis profissionais distintos, os estudos trazem em comum as dificuldades, as dicotomias e os desafios inerentes a cada uma das atividades de trabalho investigadas. No cerne das discussões estão questões como o viés neoliberal que influencia a esfera laboral, os efeitos da plataformização do trabalho, além do duplo caráter do trabalho enquanto elemento que confere reconhecimento ao ser humano e atribui valor de uso à atividade desenvolvida.
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