Este artigo introduz o conceito de soberania como serviço para descrever como Microsoft, Amazon e Google/Alphabet estão redefinindo estrategicamente a soberania digital por meio da infraestrutura em nuvem. A partir da análise crítica do discurso de materiais oficiais (2022–2023), o texto mostra como estas grandes empresas de tecnologia respondem às pressões regulatórias, especialmente na Europa, com soluções modulares e de marca própria que enquadram a soberania como questão técnica, jurídica e infraestrutural. Assim, em vez de ser exercida sobre as plataformas, a soberania passa a ser fornecida por elas, configurando uma captura discursiva que esvazia o conceito e o alinha à Ideologia Californiana, tornando a soberania digital um serviço a ser comprado, configurado e otimizado em plataformas proprietárias.
Sovereignty-as-a-service: How big tech companies co-opt and redefine digital sovereignty