Este artigo identifica estudos sobre o trabalho na economia de plataforma quanto às consequências da gestão algorítmica, financeirização e dataficação para a saúde dos trabalhadores, por meio de revisão integrativa da literatura em saúde ocupacional publicada em revistas brasileiras (2017–2022), com buscas no Portal de Periódicos da Capes e no SciELO. Dos 324 artigos encontrados, 10 atenderam aos critérios e evidenciam que o trabalho plataformizado dissimula relações de produção assimétricas, simula vínculos entre “parceiros” para se eximir dos direitos do trabalho decente e intensifica controle, exploração, subsunção, insegurança e perda de sentido do trabalho, produzindo agravos à saúde física e mental e indicando a necessidade de novas pesquisas e de políticas de regulação do setor.
Plataformas digitais: o retrato contemporâneo da exploração no trabalho e os desafios à saúde do trabalhador