Este artigo argumenta que os desenvolvimentos e as lutas do trabalho digital constituem laboratórios das economias digitais na América Latina, nos quais o capital experimenta e atualiza formas de controle e exploração ao longo da informalidade e da dependência, enquanto os trabalhadores testam formas de organização e coletividade ancoradas nas histórias latino-americanas de economias solidárias e tecnologias comunitárias. A partir da centralidade das relações capital-trabalho, desenvolve quatro reflexões: a América Latina como mais que campo de pesquisa; a atualização da informalidade no contexto da inteligência artificial; as implicações globais do trabalho com dados, das cadeias de valor da IA e do setor cultural; e as economias solidárias digitais como resposta baseada em soberania e autonomia digitais.
Labor-atories of Digital Economies: Latin America as a Site of Struggles and Experimentation